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Sistema de redução catalítica seletiva chega aos veículos brasileiros em 2012. Bem-vindo à era do pós-tratamento dos gases de combustão

Já se foi o tempo em que as legislações rigorosas sobre emissões em veículos comerciais vigoravam só na Europa e no Japão. As novas regras de controle de emissões de poluentes estão mais perto do que se imagina – elas estarão valendo a partir de janeiro de 2012, quando os veículos comerciais a diesel deverão atender os novos limites brasileiros de emissões estabelecidos na fase P7 do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), equivalente à norma européia Euro 5. Portanto, é hora de o transportador se preparar para esta mudança.


A origem do problema

O nitrogênio presente no ar é o principal vilão das emissões. Após a combustão, nos motores diesel ele provoca emissões de óxido de nitrogênio (NOx), que é lançado à atmosfera ao lado dos hidrocarbonetos (diesel não queimado), monóxido de carbono (CO) e materiais particulados (excesso de aditivos, partículas metálicas, etc.). Veículos mal regulados ou utilizando combustíveis e lubrificantes de má qualidade liberam ainda mais emissões ao meio ambiente.

Para combater estes efeitos, há anos a União Europeia, os Estados Unidos e o Japão vêm desenvolvendo suas próprias regras restritivas, que são programas diferentes com o mesmo fi m: reduzir a emissão de poluentes. Na mesma direção, as montadoras de veículos passaram a estudar opções tecnológicas que pudessem ser aplicadas antes, durante e após a combustão para atender ao mesmo objetivo.

Entre as soluções encontradas destaca-se o caminho aberto pelos chamados sistemas de pós-tratamento dos gases de exaustão. Quatro técnicas principais e suas combinações vêm sendo testadas e aprimoradas nos últimos anos em vários países. E agora chegou a vez de o Brasil escolher as tecnologias que serão utilizadas a partir de 2012.


Tecnologias limpas

O EGR (na sigla em inglês, Recirculação de Gases de Escapamento) é um destes sistemas. Os gases do escapamento são parcialmente coletados por uma válvula e lançados novamente dentro da câmara de combus tão. Se por um lado o EGR reduz a emissão de poluentes, por outro joga ar quente e sujo dentro do motor, exigindo um plano de manutenção perfeito, sem falhas e com lubrificantes de última geração. Esta tecnologia se adapta melhor a veículos de passeio, já que sua aplicação é mais efi ciente em veículos menores e que trafegam principalmente em curtas distâncias.

Outro sistema de pós-tratamento é o DPF (Filtro de Particulados de Diesel). Produzido com materiais cerâmicos, os filtros desta categoria absorvem os elementos poluentes presentes nos gases de exaustão basica mente devido à porosidade de seus materiais, devolvendo ar limpo para a atmosfera.

O terceiro tipo de pós-tratamento conhecido é o CRT (sigla para Dispositivo Continuamente Renovável). Capaz de eliminar 90% dos particulados de diesel e muito utilizado na Europa, este sistema requer um tipo de diesel ultrafiltrado, ainda não disponível no Brasil.

A solução escolhida

Para veículos diesel, no Brasil a tecnologia que está sendo adotada responde pela sigla SCR (Redução Catalítica Seletiva, em inglês), que utiliza uréia técnica (ARLA 32) como coadjuvante para neutralizar as emissões. Instalado entre o motor e o escapamento, o novo equipamento – que será incorporado em grande parte da frota nacional de comerciais leves e em toda a frota de caminhões e ônibus – combate as emissões de NOx com a injeção de uma solução de uréia no sistema de exaustão.

A alternativa escolhida exige a instalação de um conjunto de componentes adicionais nos veículos: tanque de uréia, silencioso com catalisador integrado e controlador de temperatura, bomba de uréia, válvula e tubos selenóides para o aquecimento do sistema e unidade controladora de motor e dosagem (veja o diagrama).

Devido a um diagnóstico eletrônico presente no sistema que indica falhas na dosagem da uréia, não havendo o aditivo ARLA 32 no tanque o motor passa a perder eficiência gradativamente até sua parada total, e só volta a funcionar quando o aditivo é recolocado no tanque. Trata-se, portanto, de um equipamento bem mais complexo do que os já conhecidos catalizadores até hoje usados nos veículos de passeio.

A vantagem da adoção deste sistema de pós-tratamento é que ele não agride os óleos lubrificantes de boa qualidade. E a Total já oferece no Brasil os lubrificantes capazes de atender esse sistema. São os produtos de nova geração da família Full Economy, mostrados nas matérias anteriores desta revista, e os lubrificantes clássicos da família Rubia.


Revolução a caminho

Não só os veículos deverão evoluir para atender as novas normas brasileiras de emissão. Também a qualidade do diesel precisará dar um salto expressivo em relação ao teor de enxofre que carrega. O combustível brasileiro precisará sair dos atua is 500 ppm (partículas por milhão) para chegar a apenas 10 ppm em 2012, quando a Fase 7 do Proconve entrar em vigor. Um diesel mais “limpo” (50 ppm) já começa a ser oferecido, disponibilizado inicialmente pelas distribuidoras aos frotistas. Ao mesmo tempo, as montadoras de caminhões e ônibus já estão testando os equipamentos de pós-tratamento que estarão rodando em breve pelas ruas e estradas do País.

Se você é transportador ou responsável pela manutenção de veículos a diesel, prepare-se. Vem aí um programa obrigatório de redução de emissões nas frotas. E nós da Total estamos prontos para ajudálo a responder às novas exigências que estão a caminho.

Lubrificação tem novos desafios

O avanço das tecnologias veiculares deixa a cada dia menos espaço para uma gestão negligente em relação à qualidade dos combustíveis e dos lubrificantes usados no conjunto propulsor (motor, câmbio, eixo), assim como dos periféricos do motor (filtros, pneus, etc.).

Isso porque as novas tecnologias, como a de pós-tratamento de gases, tornam obrigatório o uso de lubrificantes de alto rendimento e de diesel com baixíssimo teor de enxofre, devido ao maior índice de eletrônica embarcada que trazem consigo.

Explicando melhor: práticas de manutenção erradas e muito frequentes (como a ideia de utilizar lubrificantes mais baratos associados a períodos de troca mais curtos, por exemplo) ficarão definitivamente no passado. A partir de agora, quem escolher este caminho correrá o risco de danificar os sofisticados componentes que passaram a ser incorporados aos veículos, comprometendo o desempenho do motor e diminuindo drasticamente sua vida útil.

Mais informações:
Central de Atendimento ao Cliente: (12) 3644-4608
ou acesse: www.totalbras.com.br

Veja na próxima edição: os níveis de desempenho necessários para que os lubrificantes atendam as novas tecnologias de pós-tratamento.



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